quarta-feira, 30 de julho de 2008

O Efeito Enceradeira!

Acho que todos nós um dia em nossas vidas nos deparamos com o efeito enceradeira, aquele momento atípico em que passamos a vivenciar os acontecimentos como estivéssemos presos a uma situação, rodando no mesmo lugar, sem conseguir caminhar adiante e assim vamos fingindo que vivemos enquanto a enceradeira vai passando! Não é dos melhores sentimentos constatar que estamos no meio de um efeito enceradeira e falo isso não só por experiência própria, mas por presenciar o estrago que essa enceradeira faz nas vidas dos meus amigos mais próximos. Ontem à noite, estava em casa, tranquila, tentando me concentrar para mais uma sessão de estudos voltados para concursos públicos (a nova mania de 10 entre 10 brasileiros), quando o telefone de casa toquou e reconheci a voz de uma amiga me pedindo companhia num momento dificil, obviamente fui ao seu encontro e para minha surpresa, aquela pessoa que sempre foi para mim um simbolo de "pessoa bem resolvida" estava passando por um momento efeito enceradeira. Posso dizer que quando vivenciamos um momento assim nos sentimos sugados, perdidos, desanimados e incompetentes, como deixamos as coisas chegarem nesse ponto! repetimos diversas vezes essa frase e pior, não conseguimos chegar a resposta alguma. A sensação de se debater feito um peixe fora d´agua esperando morrer seria a melhor forma de descrever um momento assim. Acredito que a falta de respostas e a sensação de impotência diante dos acontecimentos tornem ainda piores esse momento. Mas, como em todo fim de poço existe uma cama elásica para sairmos de lá, o melhor a fazermos nesses momentos é buscarmos a serenidade para que a cabeça possa tomar a decisão de romper com esse efeito enceradeira da melhor forma possivel, segundo as necessidades que cada caso exigir, seja na sua profissao, seja na sua vida pessoal. O importante é saber reconhecer esse momento, cercar-se da familia e dos amigos verdadeiros - pessoas que realmente nos amam - e recorrer à sabedoria de Deus (para aqueles que Nele creêm), pois com certeza Ele saberá qual o melhor caminho a percorrer.

Bjs e Abçs

terça-feira, 29 de julho de 2008

A difícil arte de acordar!

Os dias começavam como na letra daquela música de chico buarque, exceto pelo horário, que na maioria das vezes não era às 06:30 hs, ela se concedia uma hora e vinte minutos a mais, de resto, todo dia era tudo sempre igual. Primeiro um olho, depois o outro, e logo ela já podia enxergar uma claridade tímida entrando pelas frestas da persiana rosa e amassada. Era assim nessa época do ano, horário de verão, chuvas de verão e pouco a pouco o sol ia teimando em aparecer, até que ao meio dia ninguém mais suportava o calor.

Ela já sabia que dali alguns minutos a mãe iria abrir abruptamente a porta e acordá-la do jeito sutil que só ela sabia fazer. Para uma figura baixinha e mion ela tinha uma voz e personalidade bem fortes. Isso a irritava profundamente, começar o dia já irritada a irritava mais ainda, mas sabe como é, pessoas mais velhas, o pai já falecera, e ela fazia um esforço quase sobrehumano para entender que se alguém teria que mudar, seria ela, e literalmente, afinal já contava com 30 anos, e as insistentes incurssões daquela figurinha pela sua intimidade já não cabiam mais.

Bom, lá estava ela: “já são quase oito horas, não vai levantar não!”, era uma segunda feira, que jeito maravilhoso de se começar o dia, quiçá a semana. Ela pensava que se fosse um gato, igual aos que ela tem – dedicaremos um capitulo especial aos gatos – estaria grudada no teto de tamanho susto, idêntica ao garfield nos seus desenhos, sim, porque hoje ela dera sorte e acordara antes da mãe, mas o costume era que a mãe a acordasse, daquele jeitinho, lembram?, e ela podia sentir o coração querer saltar-lhe à boca, seria um resto de dia com dor de cabeça e considerado que o dia estava começando, seria um dia inteirinho com dor de cabeça.

Quase se arrastando e direto para o banheiro, tomar banho, lavar o rosto, escovar os dentes, se maquiar, fazer o penteado, não esquecer do perfume, enxágüe bocal, e, entre uma tarefa e outra, ela podia escutar os miados e arranhões insistentes do leon querendo adentrar o banheiro. Ela não entendia para quê, se todas as vezes ele entrava para no segundo seguinte querer sair, talvez fosse para dar bom dia, ou sei lá, para colocar comida, provavelmente esta última, o fato é que, enquanto ele insistia para que ela abrisse a porta, a outra, a diana, se esparramava no meio do caminho, entre a saída do banheiro e seu quarto, como se fosse um tapete persa, a balançar o rabo que de tão peludo lembrava um espanador.

Meia hora dentro do banheiro e já estava pronta, alguns últimos retoques no cabelo, retirar os últimos pêlos que insistiam bravamente em “morar” na sua blusa marrom de babadinhos, estilo romântico, e finalmente, a troca de badulaques e documentos de uma bolsa para outra. Alguns chamariam de uma bolsa para uma mala, mas, “dane-se”, era assim que ela gostava, além de ser a última tendência, no fundo uma mão na roda para tantas inutilidades que as mulheres conseguem carregar e com certeza ao longo do ano, um problema de coluna a mais para freqüentar o consultório de algum ortopedista.

Ah, a parte do café da manhã! Essa não terá mais do que três linhas, era a hora mais corrida que tinha. Na verdade nem se podia dizer que era um café da manhã, justo a refeição mais importante do dia, como todos dizem. Na sua frente nada mais do que um café preto, um pão preto de centeio ou qualquer outro farelo integral, que as vezes ficava preto e duro, devido ao esquecimento na sanduicheira, e uma banda de mamão, meio murcha, meio passada, mas com certeza gelada por inteiro, ficava com gosto de geladeira, fazer o que, não adiantava convencer sua mãe a não guardá-la na geladeira, foram discussões inúteis, como todas as outras, no máximo lhe renderam uma gastrite, mas nessa eu chego mais para frente.

Cinco minutos, não mais, embora sonhasse em um dia ainda trabalhar meio período e tomar um café da manha decente, desses estilo novela das oito ou comercial de margarina, ah os comerciais de margarina, nas conversas com as amigas viraram sinônimo de vida perfeita, família perfeita, marido, filhos, cachorro e papagaio sempre sorridentes e felizes, e lá ia ela pela porta da sala, o elevador a espera, sempre depois que sua mãe já o tinha chamado (e mtas vezes xingado) minutos antes.

Na garagem estava o carro, a principio um péssimo negócio, vinha de uma troca com a amiga, esta tinha um carro um ano mais velho, mas um carro importado, nossa personagem tinha um carro um ano mais novo, mas um carro nacional, não precisamos nem dizer o resto, o ultimo estava em melhores estados e no fim das contas a diferença paga pela outra não cobriu os custos com o motor, a direção hidráulica, a pintura, fora as inúmeras multas que ela conseguiu após a aquisição desse verdadeiro presente de grego (ou seria de amiga?) que acarretaram na suspensão da sua carteira – uma das resoluções para esse novo ano.

08:30 estava exatos cinco minutos atrasada, o bom de se estar atrasada é que a carona que ela dava estaria no horário certo, logo, ela não precisaria ficar esperando, hj seria a vez da amiga. Mais dez minutos e estaria no estacionamento do trabalho, na verdade eram cinco, mas agora com a carona, tinha que dar uma paradinha no percusso, o que lhe tomava exatamente o dobro do tempo de ida, e lá estaria ela brigando por uma vaga.

A vaga para o carro era uma novela e daqueles dramalhões mexicanos, ela já perdera as contas de quantos arranhões, amassados, perdidos ela já teve com o carro – importado, não esqueçam. Como tinha motorista ruim, pensava! Não conseguem fazer uma curva sem “catar” o bico do pára-choque, da frente, da porta... O fato dela estacionar no meio fio, ou na curva não era desculpa para as barberices dos outros, afinal ela tinha tanto cuidado com os carros alheios, na verdade só não tinha cuidado com o seu, como tudo em sua vida, algo que precisava rever.

To Be Continue ...

Bazar Beneficiente Promovido pelo PROANIMA

Pessoal, o PROANIMA é uma ONG de ajuda e proteção a animais, sediada em Brasília, atua há um bom tempo na luta pelos direitos dos animais, de maneira combativa contra os maus tratos praticados contras os bichinhos. Basicamente, o PROANIMA recolhe os animais "de rua", oferece um novo lar, trata dos bichinhos doentes, promove a adoção consciente de animais, atua em projetos promovendo a castração dos mesmos e a regulamentação jurídica dos direitos dos animais. Acontece que neste dia 02/08/08 (sábado), o PROANIMA irá realizar um bazar oriundo de doações de seus voluntários, no qual vários objetos são postos à venda por preços módicos, desde roupas até móveis. Eu fui ao último bazar promovido pela ONG e encontrei várias coisas interessantes para adquirir, principalmente CD´s. Portanto, é uma ótima oportunidade de ajudarmos! O endereço do PROANIMA é: SHCN CL 116, Bl. I, Ed. Cedro, Sala 31, Subsolo, Asa Norte (em frente ao setor hopitalar local norte)
Horário: das 10h às 16h

Encontro vocês lá!

Bjs e Abçs

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Meu primeiro blog, meu primeiro texto!

Escrever para mim sempre foi mais do que aqueles deveres de casa que passavam no primeiro grau (agora, ensino fundamental)nos quais tínhamos que fazer uma redação sobre como foi nossas férias (eca, que coisa mais sem criatividade, e o pior é que até hoje ainda existe!)
A escrita para mim sempre foi uma forma de expor os sentimentos que eu não tinha coragem de mostrar ao mundo, então preferia trancafiá-los em diários (lembra daquele diário com chavinha? as "meninas" vão lembrar com certeza!), sempre usando a terceira pessoa do singular, mas sempre ao meu alcance (e claro da curiosa da minha mãe!)
Depois que virei gente grande (cruzes, já tenho que usar chronos 30+), a escrita foi perdendo espaço no meu cotidiano, muito espaço, e dando lugar às peças processuais, porque, sim, eu sou uma advogada, assim como metade das pessoas da minha cidade, hoje em dia até brincam, dizem que quem não sabe que faculdade fazer opta por Direito, registre-se que na minha época de vestibular não era bem assim!
Mas como parece que tudo acontece aos 30 anos, esclareça-se que esse "tudo" nem sempre é tudo de bom, voltei a sentir uma enorme necessidade de repensar (e refazer) uma infinidade de coisas na minha vida, dentre elas voltar a escrever sobre as coisas simples do cotidiano, no caso, do meu cotidiano, mas que eu tenho certeza que muita gente irá se enxergar nos textos aqui postados.
É claro que terei a colaboração dos meus amigos - afinal, amigos são uma fonte inesgotável de acontecimentos engraçados, constrangedores e de lições de vida, aprendo muito com os meus amigos, inclusive a aceitar que não sou a única doida deste planeta - então, desde já peço desculpas se a história de alguém for publicada no meu blog, óbivio que o anonimato será preservado.
Bom, espero que gostem e que acrescente coisas boas na vida dos inumeros leitores (kkkkkkkk) que acessarão meu blog, nem que seja algumas gargalhadas.

Bjs e Abçs